terça-feira, 23 de novembro de 2010
O choro dos que correram pelos pontos corridos
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Operação Pão e Circo
Quando pesquisas anunciam um índice de quase 80% de aprovação do governo, alguns (os outros 20%) devem se perguntar: Será que o Brasil transformou-se no Canadá e eu não to sabendo?
Não caro amigo, o Brasil não se transformou no Canadá, pelo contrário, ainda temos índices de desenvolvimento humano bem abaixo de países também em desenvolvimento, que acontece é que o povo brasileiro está se sentindo satisfeito e os louros são colhidos pelo presidente. E por que o povo está satisfeito sendo que ainda existem os mesmos problemas sociais? Essa é uma resposta um pouco complexa, pois a sensação muitas vezes não ta ligada ao que é de fato, mas ao que parece ser, sendo assim surpreendentemente o futebol acaba tendo seu papel, pois uma vez que o sujeito está contente com seu time ou sua seleção tem ele a impressão de que tudo mais também está bom. Para se ter uma idéia a Copa de 1978 realizada na Argentina foi marcada por uma série de escândalos de arbitragem e suspeitas de compra de resultados. Na época o país era governado pelo General Videla, representante de uma ditadura militar cruel que meteu o país em aventuras desastrosas como a Guerra das Malvinas. A conquista da Copa daquele ano foi essencial para manter a popularidade do regime na ocasião, pois o futebol tem a capacidade de mexer com a auto-estima de um povo. E a FIFA nessa história? É óbvio que colaborou, ou alguém acha que a associação não ganha nada com isso.
Ciente dessa verdade o governo brasileiro tem trabalhado de forma irretocável no que tange o continuísmo no poder, além do marketing eficiente ao supervalorizar obras e resultados econômicos, costurou alianças políticas dentro de instituições que cuidam do esporte nacional, dentre elas a CBF, que cuida do precioso futebol.
O Brasil conseguiu (sabe-se lá a que preço) eleger-se sede da Copa do Mundo de 2014, além das Olimpíadas de 2016. O povo brasileiro tem aparentemente um complexo terceiromundista - por assim ser taxado durante um bom tempo (hoje essa expressão está em desuso). Ser eleito, entre muitos, como país sede de um evento dessa magnitude desperta orgulho e sensação de "chegou nossa vez". Desde então a CBF conquistou um status estratosférico de poder. Podemos considerar que hoje, Ricardo Teixeira, presidente (dono) da CBF, é depois de Lula o homem mais assediado do país. Nessa dura batalha por um espaço "no saco" do homem, Andrés Sanches, presidente do Corinthians saiu na frente e já vem colhendo suculentos frutos. Apoiador do candidato de Ricardo Teixeira na eleição do clube dos 13, onde os demais clubes grandes colocaram-se contra, Andrés já foi posto de cara como chefe da delegação brasileira na Copa de 2010 na África do Sul, onde de lá mesmo já havia garantido – o Morumbi não sediará a Copa de 2014. Como poderia ele adiantar um parecer que a Fifa ainda estava analisando? Simples. Ele já sabia que quem vetara o Morumbi fora a própria CBF e todo jogo de cena, com as exigências rigorosas da Fifa, era só para legitimar a construção de um novo estádio – o Fielzão.
É fato que parte dinheiro da construção do estádio será de origem publica e tanto o Corinthians, a CBF e o governo sabem disso, tanto que o estádio foi escolhido como abertura da Copa antes mesmo de qualquer vistoria ou garantia financeira. A FIFA vai aprovar quem a CBF indicar. Essa história de que o time está buscando parceiros na iniciativa privada ou que irá vender o Naming Rights por uma fortuna é tudo parte de um grande enredo de novela das 8, onde todo mundo sabe o final. A torcida do Corinthians, 2ª maior do Brasil, não quer nem saber se o dinheiro vem do Papa ou do Osama, quer mesmo um estádio próprio e estão comemorando e santificando o Andrés Sanches, afinal, só chora o leite quem está sem teta. Coincidentemente o time que também comemora seu centenário neste ano, além de ganhar um estádio, caminha para ganhar o campeonato nacional e para isso vem sendo ajudado sucessivamente pela arbitragem em jogos chaves. Há o argumento –erros ocorrem para todos os lados – mas quando ocorre insistentemente para 1 só lado há que se desconfiar, temos o Brasileirão de 2005 como precedente.
Mas o importante de tudo isso é que o povo ta feliz né! Dane-se que tem corrupção, o importante mesmo é que o Brasil será sede da Copa de 2014 e o Timão terá um estádio novo não é mesmo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
B.O.P.E.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Dark Age
O Ópio
A Al Qaeda assumiu o ataque a uma igreja católica em Bagdá e afirmou que cristãos são alvos legítimos do grupo e irão matá-los onde puder. Isso para mim é mais uma prova de que religiões agem em total desacordo com o que pregam, pois são ineficazes para propagar o bem, ao invés disso querem monopolizar uma verdade que ninguém de fato possui. Na verdade o que está em disputa é somente o poder, para isso arrebanham fanáticos em volta do mundo, que financiam, lutam e morrem com fé na salvação, quando estão apenas defendendo a influencia de uma instituição em relação à outra. Como a história do mundo é cíclica, só espero que neste momento de tantos avanços, esse fanatismo não nos leve de volva a Dark Age.
A Ignorância
Esta rolando uma polêmica do cão as mensagens xenofóbicas que rolaram no Twitter após a vitória da Dilma. Darei meu pitaco. Acho honestamente que o pessoal tem uma idéia muito limitada sobre o mundo. Acho válido se manifestar contra ou a favor de determinados políticos, até mesmo se revoltar contra um resultado de eleição, mas questionar a validade ou o motivo dos votos de determinado setor da sociedade, é de uma ignorância tremenda. Esse tipo de atitude compromete até mesmo a legitimidade de oposicionistas valiosos, que possuem idéias progressistas e acabam tendo sua figura ligada a reclamações tão babacas e pequenas. Eu mesmo votei contra o PT não pelo fato da Bolsa Família e sim por discordar da politização de cargos em estatais e do uso da máquina para continuidade no poder. Agora falar o povo nordestino vendeu seu voto por quinquilharia é desconhecer totalmente a realidade brasileira não conhecer a si próprio, pois cada um age por interesse próprio, não venha me falar que alguém bota o seu na reta pelo bem comum, principalmente em São Paulo. Alguns pontos que vale ressaltar:
1º O Brasil ainda é um país pobre, onde existem regiões miseráveis sem qualquer oportunidade de geração de renda, pois além dos problemas sociais há problemas geográficos, parece batida esse história, mas parece que tem gente que não consegue entender que miséria não é traço genético e nem opção de vida. Um auxílio de R$90,00 para uma família sem possibilidade de renda alguma faz muito mais diferença do que o imposto que a maioria costuma sonegar. Essas pessoas são as que mais precisam de políticas a seu favor e ainda cogitam privá-las do direito de votar? Isso é um absurdo. Se votam pelo Bolsa Família é mais que justo, pois votam por algo que precisam e qualquer um faria o mesmo. Tem um monte de babaca que vota do corrupto do Maluf somente por viadutos.
2º Reclamar da migração de cidadãos de regiões mais pobres para regiões mais prosperas é tão mesquinho quanto reclamar da areia da praia. Vivemos numa federação e cada um tem o direito de ir, vir, morar ou mudar na hora que bem entender e a coisa mais natural do mundo é alguém procurar um lugar mais próspero para morar. Se há isso no Brasil a culpa não é dos retirantes, mas de séculos de política corrupta. Lembremos que faz pouco tempo que temos eleições diretas, antes disso as eleições eram restritas a alguns grupos. Será que esses grupos também não votavam por interesse próprio?
3º A Dilma foi eleita com votos de cidadãos de todo país, na maioria das classes menos favorecidas, portanto tendo maior proporcionalidade no Norte e Nordeste. Isso é comum a governos populistas. Mas não necessariamente todo nortista votou em Dilma e sulista em Serra. Se assim fosse Serra teria ganhado, uma vez que só São Paulo tem 42 milhões de habitantes.



